Bendito o Ventre!!


A dança do ventre esconde mais do que mostra: por trás dos véus, das lantejoulas e das miçangas, estão movimentos que alongam os músculos, massageiam os órgãos e deixam as pessoas de boca aberta.
Antes que alguém pergunte, dança do ventre não dá barriga, esta é uma pergunta freqüentemente feita. Mas de onde vem esse mito, se estamos falando de uma atividade física? Vejamos.
A estrutura física da mulher árabe não é pequenina. Normalmente ela possui um corpo robusto do tipo “violão”, e seios maiores que os das brasileiras (veja que estamos falando da natureza da constituição física das raças e não dos atuais padrões de beleza que estão modificando a estrutura original de nossos corpos). A maioria das dançarinas profissionais brasileiras de dança do ventre procura não emagrecer demais para não fugir aos padrões já conhecidos pelo público e preferidos principalmente pelos árabes. Além disso, cada modalidade de dança ou atividade física trabalha a musculatura de uma maneira diferente, delineando o corpo conforme a prática dos repetitivos movimentos. Embora as ondulações realizadas através dos músculos localizados na região do final do ventre, barriga e estômago constituam apenas movimentos isolados, que não se utilizam durante todo o tempo da dança, tornaram-se os mais conhecidos. Quando uma dançarina faz uma ondulação, sua barriga se movimenta e, conseqüentemente, aparenta ter um tamanho bem maior do que é.
Quando uma dançarina realiza movimentos com tremidos, logicamente, a região de sua barriga se movimenta.
Durante movimentos de quadris a região da barriga fica à mostra e, por reflexos, não fica no mesmo estado estático de quando a dançarina está simplesmente parada.
Portanto, como se trabalha muito essa região, a impressão que as pessoas têm é de que, de tanto ondular e mexer com aparente facilidade, ela vai “lacear”, ficar flácida, aumentar, enfim cair. Para quem nunca fez dança do ventre e tem esse receio, fique tranqüila! É uma falsa impressão.
Ao contrário, a musculatura dessa região torna-se mais firme, já que a dançarina utiliza dois tipos básicos de movimentos: soltar e contrair. Fazendo esses movimentos centenas, milhares de vezes, os músculos dela se fortalecem substancialmente.
Se observarmos atentamente o corpo da maioria das dançarinas, vamos verificar que a musculatura localizada na região do início do estômago até o umbigo fica mais rígida pela prática dos movimentos.
Como qualquer outra dança, ela trabalha toda a musculatura do corpo, porém com uma particularidade: os exercícios mexem diretamente com a região de abdômen e quadril, e por isso os quatro feixes musculares que a gente tem na barriga ficam supermodelados.
De quebra, ainda afina a cintura. Prova disso são as dançarinas que praticam a dança do ventre há tempo e ficam com o corpo cheio curvas, inclusive as magrinhas!
Respeitar as curvas do corpo feminino é um princípio básico para a dança do ventre, muito mais por filosofia do que por estética: quando você respeita sua anatomia, descobre sua sensualidade. O que a dança do ventre faz é só ensinar como descobrir a própria feminilidade através dos movimentos.

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